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Vila Nova: 77 anos de paixão e glória

Com uma torcida fenomenal, o Vila Nova é um dos maiores clubes do Centro-Oeste do Brasil

Anésio Júnior/Renato Dias

Nascido em 29 de julho de 1943, o Vila Nova completa, nesta quarta-feira, 77 anos de história, como o maior depósito de glórias do Centro-Oeste do Brasil. O time de origem popular e operária, nasceu no bairro da Vila Nova, pobre e humilde, sob o impacto da construção de Goiânia pelo interventor Pedro Ludovico Teixeira.

Com uniforme em vermelho e branco, a raça como marca, o time virou uma paixão popular. Para se ter uma exata noção do tamanho do Vila Nova, por dez anos consecutivos, de 2010 a 2020, o maior público pagante e presente no estádio Serra Dourada foi o de 2015, Vila Nova x Londrina, na final do Brasileirão da Série C. Quase 50 mil pessoas.

O presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, capitão da Rotam, torcedor de arquibancada que executa um sonho desde crian­ça, comanda, hoje, uma live, com a missão estratégica: levar o clube de volta às séries B e A.

Conquistas

Bicampeão Brasileiro de futebol profissional da Série C _ 1996 e 2015 _, 15 títulos estaduais _ 1961, 1962, 1963, 1969, 1973, 1977, 1978, 1979, 1980, 1982, 1984, 1993, 1995, 2001, 2005 _, dois troféus da Divisão de Acesso  _ 2000 e 2015 _, campeão do Torneio Seletivo _ 1977_, cam­peão do Quadrangular Adjair de Lima, no ano de 1980, ao derrotar o Santos, por 3 a 2, é campeão brasileiro e sul-americano de Basquete _ 1973. O primeiro tricampeão da Era Profissional, o primeiro tetracampeão, o primeiro clube do Estado a participar de uma com­petição nacional,  em 1962, o primeiro a entrar em uma disputa mundial, a Conmebol, 1999.

Como tudo começou

“Nas vitórias, nas derrotas, nas alegrias e nas tristezas, ei de ser Vila Nova até morrer”. Esse é o lema da torcida mais apaixonada do Centro-Oeste brasileiro. Hoje, quando o clube completa 77 anos de idade, ele tem muito a comemorar.

Coronel Ferraz: fundador do Vila Nova

Difícil imaginar que naquela data, em 1943, a iniciativa de um morador do bairro da Vila Nova, coronel Francisco Ferraz de Lima, de reunir alguns amigos e formar um time de futebol iria resultar na criação de um clube do tamanho que é hoje o Vila Nova.

Até se firmar como um dos principais times de Goiás, o Vila Nova passou por uma série de contratempos. Nasceu como Vila Nova, mas três anos depois, em 1946, passou a se chamar Operário. Mudou até as cores da camisa, influenciado por um grande clube na época, o São Paulo. O Vila Nova aderiu, inclusive, ao uniforme semelhante do tricolor paulista.

Em 1949, nova mudança no nome: de Operário para Araguaia. No entanto, o Araguaia teve vida curta. A equipe se desfez depois de um jogo amistoso contra o Goiânia que terminou em confusão. No final da partida, quando o resultado caminhava para o empate em 1 a 1, o árbitro Hélio Teixeira validou um gol irregular do Goiânia (a bola teria batido na rede pelo lado fora). Revoltados os jogadores decidiram encerrar suas atividades.

Alguns anos depois no final da década de 50 ressurge o Vila Nova Futebol Clube pelas mãos do capitão Onésio Brasileiro Alvarenga que além de presidente, era técnico, massagista, roupeiro e tesoureiro.

Conta que por ocasião da briga no jogo contra o Goiânia, Onésio Brasileiro Alvarenga, que era goleiro, ficou tão contrariado que decidiu jogar no Goiás. Mais tarde a equipe da Serrinha passou a ser o grande adversário do Vila Nova, cuja rivalidade continua até hoje.

De volta à vila famosa, Onésio Brasileiro formou um time competitivo contratando alguns jogadores de nome como Gilbrair, Donato e Sete Leguas.

Capitão Onésio Brasileiro Alvarenga

O Vila Nova apesar de todas as dificuldades conseguia fazer frente aos rivais Goiânia, Atlético e Goiás. Em 1949 teve a ousadia de promover um amistoso contra o Flamengo. Foi a primeira vez que o rubro-negro carioca jogou em Goiás.

No início da década de 60, com uma equipe competitiva, o Vila Nova venceu quase todas as competições estaduais.

Mas a grande conquista que marcou a história do clube foi a conquista de cinco títulos seguidos, o tetracampeonato (1976,1977, 1978, 1979 e 1980).  Foi neste período também que o clube disputou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro.

Alguns fatos marcaram a história do Vila Nova. Foi, por exemplo, o primeiro clube goiano a disputar uma competição nacional, a Taça Brasil de 1963, e o primeiro a disputar uma competição internacional, a Copa Conmebol de 1999.

Três amistosos realizados na década de 70 ajudaram a divulgar mais o nome do clube no cenário internacional: contra o Racing, da Argentina, contra a seleção da União Soviética e diante do Cosmos, dos Estados Unidos.

O grande desafio no momento é conquistar o acesso à Série A. O sonho já poderia ter sido realizado, mas em duas oportunidades “a bola bateu na trave”. O Vila Nova está passando por um período de reconstrução, depois da fracassada disputa na Série B do ano passado. Como é um time de guerreiros, certamente vai contar com o apoio de sua imensa torcida. “Faça chuva ou faça sol estaremos com o Vila Nova onde ele for”, diz com otimismo Vinicius Renovato Dario, filho de Luiz Dário, apoiador que deixou sua marca na história do colorado.

Elenco fabuloso

Nestes 77 anos de existência uma seleção de jogadores deixou sua marca registrada no Vila Nova. Desde Gilbrair, na final da década de 50, até os dias de hoje. Quem não se lembra de Guilherme, Mosca, Curió, Tasso, Jorge Fernandes, Alexandre Cruvinel, Fernandinho, Gabriel, Zé Henrique, Luiz Dário, Danival, Zé Luiz, Erivelton, Roberto Bombinha, Tulica, Roberto Oliveira.

Luiz Dário com o filho Vinicius e os netos Luizinho e Ana Clara: família unida, torce unida

Essa paixão pelo Vila Nova vai passando de pai para filho. Um exemplo são os filhos e netos de Luiz Dário, amado pela torcida e símbolo da raça colocada. “Família unida, torce unida”, brinca, com bom humor, o ex-jogador.

Na casa, ele e os filhos Vinicius Renovato, Paula Renovato e os netos Gustavo, Luiz Dário, Ana Clara, Caio, Luiz Felipe e o genro Éder formam uma pequena torcida, mas de um simbolismo que retrata o tamanho do amor que a família tem pelo clube.

“Nasci, cresci e vou morrer vilanovense”, conta Vinícius Dario, lembrando que sua paixão pelo Vila Nova se consolidou ainda criança quando entrava em campo em companhia do pai. “Agora meus filhos seguem pelo mesmo caminho. Nenhum virou mochê”, brinca Vinicius, em alusão ao rival Goiás.

Times que marcaram a história do Vila Nova:

Vila Nova de 1949: Mendes de Brito, Tomaz, Jonas, Bigode, Neném, Rosa, Bené, Nenzico, Clóvis e Olímpio. Agachados: Arnóbio, Luiz França, Iraci, Carlito e Lúzio

 

Vila Nova 1950: Dito, Lisita, Waldemar, Sargento, João e Clóvis: agachados: João Carneiro, Zé do Pará, Bertinho, Dominguinho e Canhoto

 

Vila Nova 1971: Bajoso, Curió, Altamiro, Nelson, Zé Carlos e Davi. Agachados: Furmin, Guilherme, Flávio, Mosca e Hélio

 

Vila Nova campeão de 1973: massagista Lázaro, Mura, Daneil, Luizinho, Jorge Fernandes, Alexandre Cruvinel e Tasso: agachados: Thal, Fernandinho, Natinho, Andes e Silvinho

 

Tricampeão em 1979: Serginho, Modesto, Luiz Dário, Clóvis, Zé Luiz e Cândido; Paulinho, Danival, Tulica, Sérgio Luiz e Zé Ronaldo

 

Tetracampeão em 1980: Triel, Timoura, Zé Luiz, Roberto Oliveira, Valdo e Gabriel; Zé Henrique, Erivelton, Roberto, Zé Ronaldo e Paulinho

Campeão estadual em 2005

 

Bicampeão Brasileiro da Série C, em 2015

Assista vídeo da torcida do Vila Nova:

 

 

 

 

 

 

 

 

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