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Com sacrifício, Carlesse evita o caos e equilibra as contas do governo

Por Anésio Júnior

Os sacos de bondades concedidos aos servidores públicos nos governos de Marcelo Miranda e por último na gestão de Carlos Henrique Gaguim, obviamente, teriam mais cedo ou mais tarde um efeito devastador para o desequilíbrio nas contas do governo. Tudo foi feito a toque de caixa, sem planejamento, e o resultado das medidas tomadas na época, a maioria eleitoreiras, não poderia ser outro. O comprometimento da arrecadação estadual para o pagamento da folha de pessoal bateu lá nas alturas.

Quis o destino que a bomba caísse no colo do governador Mauro Carlesse que, para recolocar as finanças do Estado nos eixos, teve que tomar medidas duras, cortando despesas, reduzindo o número de comissionados, congelando e aplicando reajuste dentro da capacidade financeira do Tesouro para, enfim, enquadrar a administração à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O servidor público está no seu papel de cobrar seus direitos, aprovados por lei, como as progressões salariais, que acabaram se transformando numa bola de neve e inviabilizando investimentos em outras áreas da administração. O Estado não pode viver só para pagamento de salários aos seus servidores, quando carece de recursos para setores como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

Já no último mandato, antes de ser cassado pela segunda vez, Marcelo Miranda experimentava do próprio veneno, pois com as contas públicas desajustadas, entrou em rota de colisão com os servidores.

Mauro Carlesse assumiu o comando do Executivo e,  para não deixar a “vaca ir de vez para o brejo”, foi forçado a tomar decisões difíceis. Nas condições que se encontrava o caixa do Tesouro, se nada fosse feito, havia grande possibilidade do Estado entrar em colapso financeiro, afetando diretamente os servidores com o atraso da folha de pagamento.

A sorte do governador é sua boa relação com a Assembleia Legislativa, que possibilitou a aprovação das matérias de interesse do Executivo. Evidentemente, tudo tem seu preço: Carlesse está pagando por medidas tomadas que vão contra os interesses do funcionalismo público. O remédio tem gosto amargo, mas necessário para salvar o paciente.

Outro problema que o Estado terá que enfrentar e que, certamente, provocará um descontentamento generalizado é a reforma do sistema previdenciário. Do jeito que está, o pagamento dos aposentados, num futuro bem próximo estará em risco. A partir de agora, após 30 anos de criação do Tocantins, o número de beneficiários só vai aumentar.

Duas medidas terão de ser adotadas, custe o que custar. Não há outra saída senão aumentar a alíquota de contribuição e criar um teto para as aposentadorias. O Igeprev não tem capacidade financeira para bancar aposentadorias milionárias num Estado cuja receita líquida é desproporcional ao tamanho de sua capacidade de investimento.

Com a casa arrumada, Mauro Carlesse ou o próximo governador poderá aos poucos atender as reivindicações mais cobradas neste momento pelos servidores, como reajuste salarial justo e o pagamento das progressões. A gestão estadual é tão complexa que requer sacrifícios dos três poderes, com o corte de despesas dispensáveis como verbas extras, ajuda de custo, auxílio-moradia para quem não precisa. E por aí afora.

 

 

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