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Câmara Federal: líder do blocão contra Bolsonaro responde por corrupção no STF

O deputado Arthur Lira (foto), um dos líderes do blocão, formado por 481 deputados federais do centrão e da oposição, recentemente virou réu em ação penal por corrupção passiva no Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PP é acusado de receber R$ 106 mil de propina em espécie.

A denúncia foi apresentada em abril do ano passado pela então procuradora-geral Raquel Dodge e representa um desdobramento da Operação Lava Jato. Segundo a denúncia, Arthur Lira recebeu, em 2012, propina do então presidente Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Francisco Colombo, que queria angariar apoio político para permanecer no cargo.

O dinheiro foi entregue a um dos assessores do deputado, que acabou sendo flagrado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tentando embarcar para Brasília com a quantia.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o deputado orientou o assessor a ocultar o dinheiro nas vestes, junto ao corpo, inclusive dentro das meias, de modo a não ser detectado ao passar pela área de segurança do aeroporto. A estratégia, porém, foi revelada pelo aparelho de raio-x do aeroporto.

Oposição a Bolsonaro

Após reunião entre sociedade civil, oposição e membros do Centrão, começou a ser arquitetado um plano para frear o avanço das pautas do governo.

“Nós precisamos ter uma pauta que não seja uma pauta do governo, que seja uma pauta do Congresso, que envolva itens democráticos e que envolva itens de direitos, então estamos tentando construir uma pauta, começamos a construir isso hoje, que seja uma pauta que não seja uma pauta da reforma administrativa, que não seja a carteira verde e amarela“, disse a líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Para a deputada, é possível essa união de “algumas legendas do centro”. “Eu comecei [a conversar] com Arthur Lira (PP-AL), que é o líder do maior bloco da Casa, mas comecei também com o líder do PSB, que é um outra grande bancada. A ideia nossa é construir uma pauta que nos possibilite responder a sociedade ao invés de fortalecer a pauta do governo”, disse Feghali.

Compõem o bloco o PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Solidariedade, PTB, PROS, PSC, Avante e Patriota.

Líder do novo bloco, o deputado Arthur Lira (PP-AL) ressaltou que a formação do grupo não vai se refletir na distribuição das comissões permanentes, já que esse cálculo leva em conta a composição do início de 2019.

“O bloco é harmônico, não tem cunho ideológico nem partidário. Nada impede que outros partidos venham se juntar a nós. Defendemos o orçamento impositivo e ele deve ser partilhado por todos os congressistas”, afirmou ao Congresso em Foco. Segundo ele, a intenção dos partidos é ter maior espaço dentro da Comissão Mista de Orçamento.

Para Toninho Wandscheer (PR), que liderou a bancada do Pros em 2019, a aliança é importante para que o partido, que tem apenas dez deputados, postos em comissões relevantes da Casa. “Não é aliança programática e ideológica, é para acomodar e ter assento em comissões que queremos participar”, afirmou.

Um dos vice-líderes do bloco, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou ao Congresso em Foco que o grupo buscará afinar seu posicionamento em relação às principais pautas legislativas. Entre elas, a reforma tributária. O deputado é vice-presidente da comissão mista que discute o assunto e preside o colegiado sobre o mesmo tema na Câmara.

O grande objetivo do bloco, segundo ele, é garantir a participação desses partidos na Comissão Mista de Orçamento, por meio das relatorias setoriais e da presidência do colegiado, distribuídas conforme a proporcionalidade das bancadas. A relatoria-geral do Orçamento este ano caberá ao Senado.

Hildo nega, no entanto, que o MDB faça parte do Centrão. “O MDB é um partido que tem uma história muito grande, defende causas como a democracia e o fortalecimento dos municípios. Acho que essa forma de chamar de Centrão é mais uma tentativa de bater na gente. Estamos nesse bloco partidário, mas não nos consideramos Centrão. Esse nome é mais usado para partidos criados sem muita ideologia”, disse.

De acordo com o deputado, o bloco pode discutir o lançamento de candidaturas à presidência da Câmara em 2021. “Mas não há nada definido”, ressaltou.

Congresso em Foco

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