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Com a faca nos dentes, seguidores espalham ódio nas redes sociais

Por Anésio Júnior

O Brasil se enveredou por um caminho perigoso e sem volta. Além do vírus mortal da Covid-19 o País foi contaminado por um outro vírus danoso: o do ódio. Essa disseminação raivosa é o resultado das paixões políticas impregnadas na mente das pessoas. A impressão que se tem é que todos estão com a Síndrome Psicótica Aguda, que impede o cidadão de raciocinar.

No meio desta guerra imunda ficamos receosos em manifestar as nossas opiniões. Por mais imparcial que a gente seja seremos criticados. E as pauladas vêm de todo lado. Se esse é o ofício da nossa profissão, paciência. O que temos a fazer é preparar a salmoura para nos curar das chicotadas.

Essa guerra de insultos entre os grupos bolsonaristas e esquerdistas tem algumas pautas definidas, entre elas o combate à corrupção, de um lado, e exaltação à ditadura militar, do outro. E para colocar mais lenha na fogueira entrou em cena a cloroquina, um assunto tão exaustivo quanto o de Marielle Franco, Queiroz e Adélio Bispo.

No centro das discussões, duas personagens comandam seus seguidores: Lula e Jair Bolsonaro. Cada um apresentando suas verdades, mas nelas estão inseridas uma alta dosagem de mentira e tapeação.

Tudo começou lá atrás com o ex-presidente Lula que, espertamente, manipulou uma massa de fiéis “escudeiros” que viam nele um herói. Mesmo diante de tanto roubo praticado nos governos do PT, até hoje, com todas as provas que colocam o ex-presidente nas cenas dos crimes, seus seguidores pregam que Lula foi vítima de uma armação política da direita.

E foi neste vácuo da desesperança que surgiu o desconhecido Jair Bolsonaro. A exemplo de Fernando Collor, que prometeu caçar os marajás do serviço público, Bolsonaro adotou o discurso da moralidade e, espertamente, elegeu o combate a corrupção e ao sistema dominante o carro chefe da campanha. Sem recursos venceu a eleição só com apoio popular.

Quando as investigações da Polícia Federal chegaram perto do filho Flávio Bolsonaro e de alguns aliados, o presidente jogou na gaveta a pauta anticorrupção. Fritou Sérgio Moro e ainda colocou sua turma de fanáticos para criar narrativas fantasiosas contra o ex-juiz da Lava Jato. De herói, Sérgio Moro virou bandido, espião do FBI e coisa do gênero. Meu Deus!

Com a chegada do Coronavírus, as intrigas se intensificaram. E foi piorando na medida em que o presidente da República, fugindo de suas atribuições de chefe da Nação, passou a tratar a doença com menosprezo. Primeiro chamou a Covid-19 de gripezinha. Ao ser questionado sobre as mortes, saiu com mais uma pérola: “E daí? Não posso fazer nada”.

No bojo das brigas incessantes com a mídia, Congresso Nacional e o STF, Bolsonaro indiretamente pregava ruptura institucional, municiando sua militância contra os seus algozes.

E para se defender dos ataques, Bolsonaro criou uma bolha de proteção e envolveu até os cristãos, em especial os evangélicos. O grau de fanatismo chegou a tal ponto que muitos ousam dizer que Bolsonaro é “Um Homem de Deus”. Nada diferente quando Lula se comparou a Jesus Cristo. Aos cristãos deixo, humildemente, meu recado: Deus não compactua com essa guerra política suja. Seu nome simboliza amor, vida, fé, perseverança, conciliação, esperança, respeito e solidariedade.

O Brasil precisa neste momento é de paz e harmonia. Alguém que passe à população segurança, palavras de carinho, de solidariedade e esperança. Que as ações do Palácio do Planalto estejam em consonância com aquilo que a Nação necessita. Menos discursos, show midiático e mais políticas eficazes de combate à pandemia.

A pauta de combate à corrupção precisa voltar à ordem do dia. E o povo tem que cobrar, pois não há vontade política nem do Palácio e muito menos do Congresso Nacional, em apoiar um projeto que endureça as penas para os ladrões de colarinho branco.

Quando vejo pessoas que antes criticavam fortemente os corruptos e hoje exaltam criminosos, como Roberto Jefferson, só porque o ex-deputado aderiu aos apoiadores de Bolsonoro, chego à conclusão que com esse modus operante, infelizmente, será difícil o País sair da lama da corrupção, impregnada nas instituições e na sociedade como um todo.

Pobre de ti, Brasil!

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