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Na política você se identifica com a direita, centro ou com a esquerda?

Por Anésio Júnior
A maioria dos brasileiros não tem o hábito de ler, mas se coloca como conhecedor de tudo. Não sabe, por exemplo, distinguir o que é direita e esquerda na política. E muito menos o que significa a palavra fascismo.
Comum ver nas redes sociais frases como ” antifascista, nossa bandeira jamais será vermelha, fora comunista”. Neste imbróglio ideológico, talvez você se identifique mais com um segmento político e, sem saber, esteja fazendo campanha para o adversário.
Vamos voltar ao século XVIII, mais precisamente no dia 4 de agosto de 1789, quando teve início a Revolução Francesa. Antes, porém, é importante explicar o que foi esse movimento político social.
O objetivo principal da Revolução Francesa foi instituir o Estado Democrático que representasse e assegurasse os direitos de todos os cidadãos.
Agora entenda a origem das palavras direita e esquerda que marcaram a divisão das classes políticas, que são mantidas até hoje.
Na primeira reunião da Assembleia Nacional, fazendeiros, nobres, aristocratas e burgueses sentaram à direita. Já os pobres e miseráveis trabalhadores se posicionaram à esquerda.
Quem era trabalhador e puxava o saco do patrão ficou no grupo do centro, bem como os ricos que fingiam gostar dos pobres, mas no fundo queriam ver mesmo a desgraça deles.
Quem fazia parte do grupo dos ricos que pregava o extermínio da pobreza, dos judeus e defendia a escravidão ficava mais ainda à direita (extremo).
Aqueles que defendiam as causas sociais formada por pobres explorados pelo capitalismo ficaram também mais à esquerda.
Vamos falar agora das cores. A vermelha foi adotada pelos trabalhadores, porque os nobres burgueses escolheram a cor verde.
No Brasil, os integrantes da Casa de Portugal, que dominou e explorou o nosso País, vestiam verde. Por isso, a bandeira do Império também era verde.
Mesmo com a proclamação da República em 15 de novembro de 1.889 as cores da nossa bandeira continuaram a mesma. Quatro dias após a proclamação, um ex-monarquista só trocou o brasão do centro da bandeira inserindo a palavra ordem e progresso.
Uma decisão vergonhosa, pois os argumentos usados na época eram de que o verde representava as nossas matas. Até hoje o brasileiro acredita nessa mentira. O propósito era manter viva a cor da Casa de Bragança.
E a cor vermelha? Bem: ela simboliza o sangue que jorrava das costas dos escravos pelas chibatadas desferidas pelos feitores.
Isto posto, você pode decidir agora com segurança qual grupo pertence, para não correr o risco de comprar gato por lebre.
Seja qual for a sua escolha, ela deve ser respeitada.

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