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Milhares vão às ruas contra STF e a favor do impeachment de Gilmar Mendes

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Manifestantes de diversas cidades do Brasil realizaram uma série de protestos, neste domingo (17), para pedir a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

Os protestos foram convocados após decisão do STF derrubar a prisão em segunda instância e permitiu a libertação do ex-presidente Lula.

No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu pela manhã, na praia de Copacabana, na altura do Posto 6.

Organizado pelo Movimento Nas Ruas, Movimento Conservador e Movimento Brasil Conservador, o evento contou com dois carros de som e conseguiu reunir algumas dezenas de pessoas que ocuparam menos de um quarteirão da praia.

Os manifestantes que compareceram estavam, em sua maioria, vestidos de verde e amarelo, enrolados em bandeiras do Brasil.

“Gilmar Mendes vai cair” e “Fora Gilmar Mendes” eram os slogans mais repetidos pelos participantes, na manhã deste domingo que amanheceu parcialmente nublado.

O juiz do STF foi chamado também de “inimigo número um do Brasil”. Um boneco inflável gigante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os dizeres “cafetão de Gilmar” também marcou presença no evento.

Em Brasília, teve reza e Hino à Bandeira Nacional

Cerca de 1.000 pessoas participaram do protesto em Brasília (DF). Pela manhã, a chuva comprometeu a manifestação, mas, à tarde, o grupo voltou a se concentrar em frente ao Congresso Nacional, por volta das 17 horas.

Vestindo verde e amarelo, os manifestantes carregavam faixas com dizeres como “juiz que solta ladrão é inimigo da nação”, “Gilmar Mendes, impeachment já”, “fora corruPTos”, em alusão ao PT, “fora Gilmar Mendes” e “prisão em segunda instância já”.

Dois trios elétricos conduziram os manifestantes até o Palácio do STF. Boa parte vestia camisetas com foto do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e a frase “caçador de corruptos”.

O boneco pixuleco do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva também marcou presença.

 Os manifestantes rezaram o “Pai Nosso” e carregaram uma bandeira gigante com as cores verde e amarela.

Entre os famosos estavam Allan dos Santos, jornalista do canal Terça Livre, e o general do Exército Paulo Chagas, que concorreu ao governo do Distrito Federal (DF) pelo PRP nas eleições de 2018.

Por volta das 19 horas, os manifestantes encerraram o ato cantando o Hino à Bandeira Nacional.

A hashtag #BrasilContraGilmarMendes esteve entre os Topic Trendings, como são chamadas as postagens mais populares no Twitter, durante toda a manhã deste domingo.

Na Paulista, manifestantes apoiam Moro e Bolsonaro

Os manifestantes que se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, também defenderam o ministro da Justiça, Sergio Moro e o presidente da República, Jair Bolsonaro. Eles fizeram ofensas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à esquerda e a outros ministros do STF.

Os manifestantes se concentraram no entorno de dois carros de som localizados nos extremos do quarteirão da avenida entre o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a Federação das Indústrias do Estado (Fiesp).

Vestidos de verde e amarelo e carregando bandeiras do Brasil, os manifestantes se misturaram aos populares que frequentavam a Paulista, que fica fechada para os veículos nos domingos.

Do alto dos carros de som, representantes de grupos como Movimento Direita Digital, Movimento República de Curitiba e Movimento Conservador puxavam coros como “Fora Gilmar!”, “Mito” (em referência a Bolsonaro) e “Moro presente”. Também defenderam a volta de Lula para a prisão.

Ao lado do carro de som localizado na altura do Masp foi inflado um boneco com os rostos de Gilmar, Lula e José Dirceu. Neste ponto da Paulista, manifestantes citaram o “guru” bolsonarista Olavo de Carvalho e também dirigiram ataques ao presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.

No outro ponto, uma enorme bandeira tinha inscrição de “Impeachment Gilmar”. Algumas pessoas jogaram tomates em cartazes que representavam ministros da Corte. Os atos foram encerrados por volta das 17 horas, sem registro de incidentes. A Polícia Militar não estimou o público presente na Avenida Paulista.

Agência Estado

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