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Tocantins: Estado zera fila de espera para tratamento de hemodiálise

Procedimento é a única opção de tratamento para os pacientes que têm a perda da função renal

Pacientes renais têm tratamento de hemodiálise garantido pelo Governo do Tocantins. Atualmente, 522 pessoas com insuficiência renal utilizam o serviço por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em quatro centros de nefrologia e 101 máquinas de hemodiálise disponíveis no Estado.

A doença renal, na maioria das vezes, é silenciosa e decorrente de outras patologias, principalmente de hipertensão e diabetes.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, doutor Edgar Tollini, a ausência de fila de espera para hemodiálise é resultado do trabalho da Gestão Estadual de Saúde, em parceria com o Governo Federal.

“São investidos cerca de R$ 32 milhões anualmente, no tratamento dos pacientes com insuficiência renal crônica e aguda, empenho esse que garantiu os atendimentos da população tocantinense”, pontuou.

“Esses valores são referentes a contratos das quatro unidades de tratamento que o Tocantins possui, sendo a Pró Rim responsável pelos atendimentos em Palmas e Gurupi; e na cidade de Araguaína, a unidade do IDRT [Instituto de Doenças Renais do Tocantins] e a Renal Center”, ressaltou o gestor.

Em Palmas, 235 pacientes recebem atendimento de hemodiálise ou de diálise peritoneal. O médico nefrologista da Fundação Pró Rim, Antônio Amadeu Parisotto Giannese, explica que a hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue.

“A terapia renal substitutiva é realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que, nesses casos, o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais. Ele explica ainda que a insuficiência renal aguda é quando ocorre a súbita e rápida perda da função renal, mas é reversível. Já a crônica é quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível”, destacou.

O aposentado João Batista Correto de Araújo, de 68 anos, faz hemodiálise há três anos e quatro meses, em Palmas. “Quando mais jovem, eu me sentia muito mal, foi então que descobri que estava com diabetes. Em 2011, fui fazer uma consulta com um endocrinologista e ele me disse que meus rins estavam parando de funcionar. No ano de 2017, não tive outra escolha, iniciei o tratamento de hemodiálise para garantir a minha vida. Após o período de adaptação ao tratamento, posso dizer que me sinto muito bem, cuido da minha alimentação, faço atividades físicas, tudo conforme as orientações médicas. O tratamento na clínica é ótimo, não tenho do que reclamar. Levo uma vida normal, a única coisa que me faz falta é o trabalho, pois por conta do tratamento, não pude continuar minhas atividades”, conta.

Sobre a Doença Renal Crônica

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a Doença Renal Crônica (DRC) se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, além de produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras.

Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas ou eles são poucos e inespecíficos. Por este motivo, pode haver demora no diagnóstico e ele só acontecer quando o funcionamento dos rins já está comprometido, necessitando tratamento por meio da diálise ou transplante renal.

Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, que tem tratamento e pode ser observada com a realização de exames de baixo custo, como o exame de urina e a dosagem de creatinina no sangue.

Por Ellayne Czuryto

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