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Cuidado! fanatismo político pode provocar danos irreparáveis ao cérebro

Nestes tempos de conflitos políticos, o celular é a principal arma para fomentar o ódio e a intolerância nas redes sociais
Por Anésio Júnior
Paranóia coletiva. Assim está o Brasil. Ninguém usa o cérebro e as palavras são jogadas nas redes sociais sem nenhum embasamento. Nesta guerra política, o celular é uma arma perigosa para propagar fake news, destruir amizades, fomentar o ódio e até dividir os cristãos, cuja missão por aqui é pregar amor, liberdade e solidariedade.
Não há outro caminho senão o diálogo para aprimorar nossos conhecimentos e fortalecer o entendimento.
Tenho que concordar com o ministro Luis Roberto Barroso, que ao tomar posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que é preciso”armar o povo com educação, cultura e ciência”.

“A internet democratiza, dando acesso a todos a se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia” (Analdo Jabor)

Neste conflito político no Brasil tenho visto de tudo ultimamente. Só não consigo enxergar tanto comunista que os bolsonaristas falam que existe por aí. Quer dizer que quem for contra as ideias de Bolsonaro agora é comunista.
Nesta panela imaginária estão Dória, Zema, Eduardo Leite, Amoedo, Álvaro Dias, Maia e até Ciro Gomes.
A paranoia é tanta que Ronaldo Caiado foi chamado de comunista, quando usou uma frase do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para criticar o presidente. “Na política e na vida, a ignorância não é uma virtude!”. Todos sabem que, historicamente, o governador de Goiás sempre foi um dos políticos mais odiados pela esquerda.

“Meu ideal politico é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado” (Albert Ainstein)

Se o clima de discórdia não era bom, piorou depois da eleição de Bolsonaro com a formação de um grupo de extrema-direita, embora a maioria não tenha identidade política partidária. São pessoas que, revoltadas com algumas instituições como STF, Congresso Nacional e imprensa, vão sendo levadas pela onda bolsonarista e vêem em Jair Bolsonaro o salvador da Pátria, muito semelhante à febre Fernando Collor, o caçador de marajás, nas eleições de 1990.

“Todos os males da democracia se podem curar com mais democracia” (Alfred Emanuel Smith)

No Brasil ou em qualquer lugar no mundo, com raríssimas exceções, a política é usada para defender interesses de grupos, seja econômicos ou pessoais. Tudo por dinheiro e poder.
É preciso acabar com a farsa, com essa peça circense que vemos no nosso dia a dia.
Para não alongar a conversa vamos ao exemplo de Flávio Bolsonaro e Lulinha. A diferença entre os dois pode estar na gravidade de seus crimes. Afinal, as acusações que pesam contra eles, diante de provas tão robustas, só podem ser verdadeiras. Do contrário não estariam insistindo em usar o poder político para barrar as investigações.

“A democracia é a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes” (George Bernard Shaw)

Um outro capítulo desta história triste de conflitos, que tem marcado a vida dos brasileiros e que ganhou grande repercussão depois da posse de Bolsonaro, é a briga indigesta do presidente da República com a maioria da imprensa, resquícios ainda da campanha eleitoral.
Citando a Globo como exemplo, ela conseguiu uma façanha: desagradar todo mundo, seja de direita ou de esquerda. É uma empresa capitalista e quando seus interesses são contrariados, como qualquer outra de comunicação, passa a dar enfoque aos noticiários com olhos mais voltados para a imparcialidade.
Tenho que concordar com padre Zezinho que em uma de suas postagens escreveu: “A imprensa não é um bando de anjos. Ela conta com a ira de Bolsonaro para chegar ao seus projetos que também não são nada democráticos. Sejamos coesos ou seremos cozinhados por alguma ditadura de esquerda ou de direita”.
O controle da mídia, como pretende Lula se um dia voltar ao poder e agora diante das ações nada republicanas de Bolsonaro, é uma ameaça à liberdade de imprensa. Não existe democracia em governos extremistas. Tudo lorota. Até Maduro se diz um democrata.

“Uma imprensa livre pode, é claro, ser boa ou ruim, mas, certamente sem liberdade, a imprensa sempre será ruim” (Albert Camus)

Ditadura, seja ela de direita ou esquerda é danosa a qualquer País.
A cara do Brasil neste momento é mais ou menos o que assistimos naquela reunião ministerial no Palácio do Planalto.
Xingamentos, ofensas, intolerância passaram, de repente, a ser algo tão comum na vidas das pessoas, como as milhares de mortes pelo coronavírus. Elas estão sendo usadas politicamente, por um bando de loucos, de vários segmentos partidários e militantes, num ato desumano e terrivelmente cruel. E daí? não é mesmo?
A Síndrome Psicótica Aguda é tão grave quanto a Covid-19. Ela ataca todos indiscriminadamente. Até líderes religiosos, muitos deles cristãos, que deveriam dar o exemplo e zelar pelo o bem-estar dos fiéis, se perderam nesta onda de mediocridade e de paixões políticas descabidas.
Percebe-se claramente que estão quase todos com alguma comorbidade cerebral, precisando urgentemente fazer alguns ajustes na massa encefálica.
A exemplo da Covid-19, por enquanto, não há um remédio eficaz para a cura deste mal.
Fico apreensivo ao postar esse artigo, com receio de se atacado por um desses que estão com parafusos soltos.
Só mesmo Jesus na causa!

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