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Estaria Bolsonaro tentando reduzir poder do DEM ao esvaziar pasta de Onyx?

Presidentes da Câmara e do Senado, ambos do DEM, estariam insatisfeitos com as últimas decisões de Bolsonaro na Casa Civil

As sucessivas decisões do presidente Jair Bolsonaro de diminuir o poder do ministro Onyx Lorenzoni (DEM-RS) na Casa Civil são interpretadas pelo entorno do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), como uma tentativa de se esvaziar o poder do DEM. O partido tem o comando do Senado e da Câmara dos Deputados.

Na quarta-feira (29), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a fazer duras críticas ao governo.

A Casa Civil perdeu nos últimos seis meses a articulação política, a Subchefia de Assuntos Jurídicos e, nesta quinta-feira (30), o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

Além de Onyx, outros ministros filiados ao DEM são Tereza Cristina (Agricultura e Pecuária) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde), que são considerados de perfil técnico.

“Ele não mexe no Mandetta, tido como bom técnico e que perde apenas para Tarcísio [de Freitas, Infraestrutura] no ranking de avaliação do governo”, disse ao Congresso em Foco um aliado próximo de Alcolumbre.

“Rainha da Inglaterra”

Em junho de 2019, Bolsonaro reclamou de um projeto de lei da Câmara que tira o poder do governo de indicar membros de agências reguladoras e transfere para o Congresso.”Querem tornar privativo do Parlamento indicações para agências. Querem me deixar como Rainha da Inglaterra?”.

Para aliados do presidente do Senado, o enfraquecimento da Casa Civil é uma processo de “refazimento da rainha da Inglaterra” e fortalecimento do governo em detrimento de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia.

O ministro da Casa Civil foi um dos principais articuladores da eleição de Alcolumbre. Embora tenha antigos atritos com Rodrigo Maia, Onyx tem se aproximado do presidente da Câmara, nos últimos meses, e participado de reuniões semanais para tratar da pauta legislativa.

R$ 1,6 trilhão

O PPI, agora sob o comando do ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê a aplicação de R$ 1,6 trilhão em investimentos nas próximas duas décadas, por meio da concessão à iniciativa privada de aeroportos, portos, rodovias e linhas de transmissão de energia.

Congresso em Foco

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