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Por fidelidade partidária, Maguito espera contar com apoio de Íris Rezende

Já como candidato, Maguito Vilela foi ao Paço Municipal para dizer a Iris que dará continuidade a gestão “eficiente” do aliado

Por Anésio Júnior

Assim que o PSD confirmou o nome de Vanderlan Cardoso como candidato a prefeito de Goiânia, o governador Ronaldo Caiado (DEM) colocou o senador licenciado na garupa e bateu em disparada rumo ao Paço Municipal. Foi ao encontro de Íris Rezende em busca de apoio para seu aliado.

Desta vez Caiado não caiu da mula, mas se eu fosse ele tiraria seu cavalo da chuva, pois, pelo histórico de fidelidade de Iris Rezende ao MDB, e de Maguito a Iris, as chances de o prefeito apoiar outro candidato que não seja o do partido são praticamente nulas. Há não ser que haja algum acordo camuflado debaixo de sete chaves.

Não acredito que Iris Rezende, a esta altura, vai manchar sua biografia com um ato de traição quando está prestes a deixar a vida pública.

Nestes 63 anos dedicados à política, Iris Rezende teve sérios embates e brigas no MDB. Porém, em nenhum momento cogitou  deixar o partido. Em razão de desavenças, incompatibilidade política, uma legião de políticos deixou a legenda.

A debandada de políticos do ninho emedebista começou na década de 80, dois anos depois da eleição de Iris Rezende para governador, em 1982. Mauro Borges, que se elegeu senador na chapa majoritária, foi o primeiro a puxar a fila dos descontentes.

Mais tarde, no rastro de Mauro Borges tomaram o mesmo caminho Moisés Abrão, Henrique Santillo, Nion Albernaz, Lucia Vânia, Iram Saraiva, Marconi Perillo.

Ao ser questionado sobre a revoada de políticos do MDB, Iris Rezende argumenta que não cerceou espaços e nem impediu nenhum deles de concorrer a cargos eletivos no partido.

Iris afirmou certa ocasião que por razões que desconhece, os “desertores” preferiram buscar outras alternativas e projetos eleitorais. “Nunca fui obstáculo ao projeto de ninguém. Saiu do PMDB quem se sentia desmotivado. Sempre respeitei os projetos de todos, ao longo da história do partido”,

Dos chamados caciques do MDB, com voz ativa no partido, apenas Maguito Vilela permaneceu fiel ao lado de Iris Rezende, mesmo que em algumas ocasiões o grupo liderado por Vilela tivesse batido de frente com o líder emedebista. Como uma frase mal colocada pelo deputado federal, Daniel Vilela, de que o MDB carecia de uma ampla renovação. Depois consertou dizendo que a renovação não atingiria líderes consolidados como Iris Rezende.

Maguito tem um sentimento de gratidão a Iris Rezende por dois motivos. Primeiro, quando foi indicado para ser o candidato a vice-governador nas eleições de 1990 e depois à sucessão do próprio Iris em 1994. Até então, Maguito era um político com pouco expressão. Apenas um deputado federal constituinte.

Na escolha do candidato a governador nas eleições de 1994 o favorito era Naphtali Alves, um municipalista que tinha sua base consolidada junto aos prefeitos. Mas Maguito Vilela acabou sendo o escolhido (dizem que foi uma imposição da primeira dama, Iris Araújo). De qualquer forma, Iris Rezende entrou em campo e garantiu a candidatura de Vilela.

Quatro anos mais tarde, em 1998, quem não se lembra da decisão de Maguito Vilela de desistir da sua reeleição garantida para abrir caminho para a candidatura de Iris Rezende. Foi um erro do PMDB, pois o índice de aprovação do governo Maguito Vilela não deixava dúvidas de que ele emplacaria um novo mandato.

Maguito foi criticado e até xingado de “frouxo”, mas manteve sua fidelidade a Iris Rezende, que veio a perder a eleição para Marconi Perillo, na maior virada eleitoral na história política de Goiás.

Agora, na disputa pela prefeitura de Goiânia, surgem dois candidatos que cruzaram com Iris Rezende ao longo de sua vida pública: Maguito Vilela e Vanderlan Cardoso.

Um deles, Vanderlan, que teve uma passagem rápida pelo MDB, deixou o partido, filiou-se ao PSB e foi adversário de Iris Rezende nas eleições para prefeito de Goiânia em 2016.

Em sã consciência, em quem você apostaria que teria hoje o apoio de Iris Rezende? Ou não apostaria em nenhum e que Iris ficaria neutro nesta disputa? Se a fidelidade ao MDB falar mais alto do que a aliança com Caiado, o prefeito estará ao lado de Maguito, pois com as chaves da porta do Paço Municipal, os Vilelas e o MDB pavimentam o caminho de volta ao Palácio das Esmeraldas.

Na política só não vi boi voando. Eu acho que vou continuar não vendo.

Pois é!

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