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Acabou beijinho no ombro entre Marcelo e servidores

 

No primeiro mandato, o governador Marcelo Miranda conquistou a simpatia dos servidores públicos ao implantar o tão sonhado plano de cargos e salários e outras vantagens. Foram dias, semanas e meses de tapinhas nas costas e beijinho no ombro, lembrando a fankeira Valesca Popozuda.

Não sabia o governador, ou sabia, das consequências que ao abrir o cofre do tesouro para matar a fome dos insaciáveis servidores do  Estado (se der o dedo, eles querem o mão, se der a mão querem o braço, se der o braço, querem a perna, até consumir todo o corpo), ele estava criando um bicho de sete cabeças. Hoje, divorciados, Marcelo Miranda e servidores estão diante de um impasse.

E o bicho de sete cabeças está mais encorpado com a criação do Musme (Movimento de União dos Servidores Civis e Militares do Estado do Tocantins). O recado foi dado: o governo cumpre o acordo feito e paga as parcelas em atraso da data-base referente ao ano de 2015 ou uma greve geral poderá ser deflagrada.

Como resolver o impasse? De um lado o Estado diz que reconhece os direitos dos servidores, mas alega que a receita é insuficiente para saldar a dívida; do outro a categoria bate o pé e fala que a paciência chegou ao limite. Na verdade, essa quebra de confiança azedou de vez e diminui as remotas possibilidades de acordo.

O descontentamento dos servidores vai mais além do que o não cumprimento do acerto firmado para o pagamento da data-base de 2015. Na área da saúde, os funcionários reivindicam a quitação de progressões salariais, insalubridade, adicional noturno. Sem falar no imbróglio que é o Plansaúde, que não disponibiliza com eficiência o atendimento médico-hospitalar e odontológico. E os empréstimos consignados? Tudo é descontado na folha, mas o valor são repassados com atraso aos bancos que, em contrapartida, incluiu o nome do servidor no Serasa.

Esse é mais desafio para o governador Marcelo Miranda  resolver. Ele sabe que esse mostro de sete cabeças que criou será difícil, para não falar impossível, de domá-lo. A distribuição do bolo é injusta? É. Afinal, os salários pagos são discrepantes. A maioria ganha mal, mas em compensação uma fatia considerável recebe altos salários e eles estão no Legislativo e Judiciário.

As gorduras (bota gordura nisso) não há cirurgia capaz de removê-las por alguns motivos óbvios: no parlamento o Executivo precisa de maioria e uma bancada sólida. Do contrário, não aprova nada de seu interesse. Quanto ao Judiciário recomenda-se que para que haja harmonia entre os poderes é indispensável a política da boa convivência. Isso ocorre em todos os Estados.

Nestes dois casos é aplicada a regra bastante conhecida no meio político: é dando que se recebe, lembrando que a maioria dos benefícios concedidos aos servidores públicos já é direito adquirido. Portanto, não tem volta.

O que resta ao Governo? Bom, eu apelaria pra tudo, inclusive a São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis.

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