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Heleno denuncia chantagem de deputados e Maia responde: “radical ideológico”

General Heleno condenou o vazamento de sua conversa privada com Paulo Guedes. “Um hábito louvável no Brasil”, lamentou

Uma declaração do ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, criou nova crise na relação entre o Planalto e o Congresso. Durante a cerimônia no Palácio da Alvorada na manhã de terça-feira (18), o ministro criticou o Congresso em uma conversa privada com colegas de Ministério. O áudio, entretanto, vazou na transmissão ao vivo que era feita pelo governo e foi registrado por reportagem do jornal O Globo.

“Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”, disse Heleno aos ministros Paulo Guedes, Economia e Luiz Eduardo Ramos, de Governo.

O motivo da ira do ministro é a articulação com o Congresso sobre os vetos do presidente ao orçamento impositivo. Enquanto parlamentares querem ter mais liberdade e interferência na execução do orçamento, o governo não quer ceder o controle dos gastos.

A fala do ministro gerou fortes reações no Congresso, a começar pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que afirmou que Heleno se transformou num radical ideológico e com posições contra democracia e contra o Parlamento.

“Não vi por parte dele, nenhum tipo de ataque ao Parlamento quando a gente estava votando o aumento de salário dele, como militar na reserva. Quero saber se ele acha se o Parlamento foi chantageado para votar o projeto de lei das Forças Armadas”, disse Maia.

Após a divulgação do áudio, o ministro comentou o caso no Twitter.

“Em mais um lamentável episódio de invasão de privacidade, hábito louvado no Brasil, vazou para a imprensa uma conversa que tive com o Dr. Paulo Guedes e o Gen. Ramos. Externei minha visão sobre as insaciáveis reivindicações de alguns parlamentares por fatias do orçamento impositivo, o que reduz, substancialmente, o orçamento do Poder Executivo e de seus respectivos ministérios. Isso, a meu ver, prejudica a atuação do Executivo e contraria os preceitos de um regime presidencialista. Se desejam o parlamentarismo, mudem a constituição. Sendo assim, não falarei mais sobre o assunto”, escreveu Heleno.

A declaração de Heleno ainda foi criticada por outros parlamentares.

“General Heleno, pode dar murro na mesa, falar palavrão, espernear. Mas terá de se explicar, conforme manda a Constituição, ao Congresso Nacional que tanto despreza. Será convocado!”, escreveu Gleisi Hoffmann (PT-PR) no Twitter.

Ivan Valente (Psol-SP), também repudiou a fala do ministro.

“O golpismo da caserna volta à tona! Gen. Heleno resolveu fazer ameaça dizendo que vai enfrentar o Congresso. Quem ele vai chamar? Os milicianos amigos do Bolsonaro? Os militares através do AI-5 sugerido pelo Eduardo? Não temos dúvida: a carta do golpe está na mesa do Planalto”, afirmou.

Congresso em Foco

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