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Estiagem: Tocantins é inserido no programa “Monitor de Secas”

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Servidores da Agência Nacional de Águas (ANA) estiveram em Palmas  para ministrar uma oficina sobre o projeto Monitor de Secas. O encontro ocorreu nos dias 20 e 21, na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com objetivo de capacitar servidores para adesão do Tocantins no programa.

O Monitor de Secas é um projeto que auxilia os estados através da elaboração de um mapa que identifica onde se concentram as áreas de estiagem mais críticas, fornecendo um diagnóstico preciso sobre a real situação de cada cidade. Todos os meses as informações são publicadas no site da ANA, sendo possível a verificação da situação do último mês. Através desse projeto é possível analisar o nível de estiagem dos estados que já estão incluídos nele.

O projeto está em atividade desde 2014 e começou atuando na Região Nordeste, desde então vem se consolidando e expandindo sua abrangência. Hoje o programa está presente em 11 estados, sendo Minas Gerais e Espírito Santo na Região Sudeste e os  outros nove da Região Nordeste. O Tocantins será o primeiro estado da Região Norte a ser incluído no projeto e já existe uma articulação para a integração do Rio de Janeiro e de Goiás.

O diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, Aldo Azevedo, destacou a importância da inclusão do estado no Monitor de Secas. “É um programa oficial que auxilia na execução de algumas ações emergenciais. Esse instrumento vai facilitar a elaboração de políticas públicas por parte do governo e também para fazer um planejamento a longo prazo das políticas públicas preventivas”, afirmou.

O monitoramento que já acontece na Região Nordeste há cinco anos serve como modelo a ser adotado por outras regiões do Brasil que estão aderindo ao programa, facilitando a elaboração de um acompanhamento uniforme por todo o país. A ANA sugeriu a inclusão do estado pela proximidade geográfica com a região nordeste, que apresenta índices elevados de seca.

Cronograma

Para execução do projeto é necessária a atuação conjunta de dois atores: o observador e o validador. O observador é quem está no campo fazendo a análise dos impactos locais e de como a estiagem afeta os municípios e regiões no interior do estado. A Semarh tem a opção de iniciar a mobilização dos parceiros para rede de observadores.

O validador é um ponto focal no estado e deve estar ligado à Semarh e/ou a Defesa Civil Estadual. Ele terá os subsídios que os observadores vão coletar nas regiões. Segundo a especialista de recursos hídricos da ANA, Priscila Monteiro, os validadores vão analisar as informações e ter condições de concordar ou não com o mapa que está sendo proposto. “Tem uma equipe de parceiros que após avaliar os diversos indicadores de estiagem podem fazer o primeiro traçado do mapa e o estado vai confirmar se está ocorrendo realmente o quadro de estiagem”, disse.

Nos dia 15 e 16 de novembro a equipe retorna à Palmas para ministrar o treinamento de validação. Esse treinamento é mais uma etapa do programa e serve como  preparatório para que o estado possa assumir o papel de validador do Tocantins. No treinamento será apresentado como fazer o tratamento das informações e inserir os participantes na rotina operacional do Monitor de Secas, capacitando os técnicos e dando subsídios para que seja feita a validação do mapa do estado.

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